sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Entre a ressaca e o tempo.

"Quando acordou mal podia levantar, seu mundo girava, a cabeça? Ah! Essa parecia que ia explodir. Na noite anterior ela havia bebido tequila e cerveja, uma combinação que, meu amigo, não tem cabeça que aguente no outro dia. Por um segundo quis ter amnésia de um porre de Whisky, mas ela se lembrava de tudo, de cada detalhe, lembrar tinha feito apenas o que teve vontade foi pior ainda. Primeiro não teve orgulho de si: sentiu vontade de sair se explicando para todo mundo, sentiu vontade de consertar aquilo que ela julgou ser errado, mas calou-se sobre tudo aquilo que sentirá. 
O tempo passou, mas não apagou o que ela tinha feito naquele dia. Ela e outras pessoas ainda sabem o que aconteceu, ela apenas não se julga mais e muito menos quer consertar as coisas, pois não há o que ser posto em outro lugar. Descobriu que há duas coisas na vida que resolvem suas dúvidas, uma boa ressaca e o tempo. O que passou, passou. A única consequência que  foi a certeza de que naquele dia ela apenas fez o que quase nunca teve coragem de fazer, ser ela mesma. "

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Séries.

Venho pensando em escrever sobre as séries que vejo e sobre minha relação com elas há um bom tempo, mas antes de começar preciso assumir: Sou viciada. Meu irmão me chama de "aloca das séries". Um amigo brincou esses dias que eu precisava de terapia porque só indiquei séries que tem psicopatas ou pessoas com graves problemas em mentir. Não sou louca e nem preciso de terapia, apenas sou viciada ( [ironia] fui super coerente nesse ultimo comentário [/ironia]).


Bom minha relação com séries começou quando eu era criança, eu acordava todo sábado de manhã para ver Blossom, depois comecei a ver: Malcolm (surtei quando me dei conta que o pai do Malcom era o Walter White), Um Maluco no Pedaço, 3 é demais, Eu, a patroa  e as crianças, As espiãs, The O.C Smallville. Depois da quinta temporada de Smallville (que eu via dublado no SBT) desanimei.
Voltei a ver séries em 2010, quando me indicaram Dexter, ai meu amigo acabou a vida, acabou desanimo, voltou um negócio meio desorientado. Eu vi as 4 temporadas que já tinham passado em uma semana. Sim, uma semana. Foram  48 episódios em uma semana, eu sei isso não se faz, mas eu fiz. Com isso Dexter se tornou minha série preferida, eu esperava ansiosamente as temporadas começarem, eu indicava para todo mundo, comentava, via antes de todo mundo e dava spoiler nos coleguinhas quando me passavam raiva. Comprei os livros, dos quais só o primeiro tem ligação com a série e me frustei MUITO com o final, minha vontade é chegar no diretor e falar " Cara, você tinha tudo para fazer a série mais genial do mundo e acaba com ela assim? WHY? WHYYYY?" 

Minha camiseta do Dexter, que meu primo trouxe lá do Canadá para mim. 
Te amo, João s2

Dexter abriu as portas para o mundo das séries. em seguida comecei a ver True Blood outra decepção, a unica coisa boa do final foi tocarem Tank You do Led Zeppelin  ( uma das músicas mais bonitas desse mundo). Hoje vejo 15 séries que ainda não acabaram, estou terminando 2 que já acabaram e tenho mais 5 estão na lista de indicação.  Vou separar elas aqui por listinhas.

  1. Não veria perto da minha mãe:
a) Game Of Thrones ( Chega logo 12 de abril *-*)
b) Sons Of Anarchy ( Minha nova queridinha que acabou ano passado)
c) Vikings  ( É GENIAL, chega logo dia 19 de Fevereiro)
d) Penny Dreadfull ( Começou ano passado, levei 6 episódios para entender, mas é genial)


     2.  Ala psiquiátrica:

a) Hannibal ( baseada nos livros. Genial é pouco para descrever, atualmente é minha preferida)
b) American Horror Story (Evan Peters, fim não preciso comentar mais nada)
c) Helix ( Vi a primeira temporada semana passada e viciei. Ta aqui porque é uma mistura de Lost com AHS)
d) Bates Motel ( É baseada em Psicose ~ reflitam)



    3. Corre negada, deu ruim:

a) The Walking Dead ( não preciso comentar, né amigos)
b) Under de Dome ( Stephen King, vemk dá um abraço seu gênio) 


   4. Mesma coisa que assumir que eu ouvia Wanessa Camargo (ou seja, vergonha alheia):

a) Glee (já chorei compulsivamente vendo e toda vez que vejo quero viver em um musical)
b) Pretty Little Liars ( É de menina, mas morre mais gente que em GoT)
c) Once Upon a Time ( conto de fada e tals, é bonitinha vai)
d) The Vampire Diaries ( Comecei vendo na Mtv e continuo por motivos de : Ian Somerhalder)


  5. Super amigos, que bom estar contigo... não, pera:

a) Gotham (Série do Batman, sem o Batman)
b) Smallville ( sim, aquela que me desanimou. Voltei a ver, sim estou arrependida, mas vou acabar de ver)
  6. Não se encaixa em nenhuma das anteriores: 

a) True Detective ( Não tenho palavras para descrever como é genial. Quase matei minha prima de susto vendo o ultimo ep) 

Depois dessas listinhas, eu tenho que admitir algumas coisas: 
a) Eu nunca vi uma temporada de Friends, House e The Big Bang Theroy inteiras ( e nem pretendo).
b) Apesar de ter visto muitas séries de comédia quando era criança, hoje em dia eu não gosto. 
c) Eu vi Breaking Bad inteiro e sim é a melhor série do mundo. Todas as vezes que lembro de alguns eps da 5 temporada dá vontade de chorar
d) Eu achava a sound track de BB a melhor do mundo, até começar a ver SOA.
e) Apesar de separar as séries em categoria, eu vejo uma coisa em comum entre todas: A mentira. Mas isso fica para outra postagem.
f) E se me perguntarem qual série eu indico: Eu diria para você ver Vikings, Hannibal e Under The Dome.  Porque, Breaking Bad, Sons Of Anarchy e Game Of thrones são séries que todo mundo deveria ser obrigado a ver.
g) Eu ainda quero ver Arrow, Flash, Agents Of S.H.I.E.L.D, Banshee e Black Sails. 

Pode não parecer, mas eu tenho vida social e trabalho. As séries são um passa tempo e só me dei conta de que estava acompanhando esse tanto de séries quando olhei minha pasta no computador. Então, amiguinho se você quiser conversar sobre séries, eis aqui uma pessoa que gosta. 
Bjs.





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sobre a omissão.

Passei parte da vida omitindo de mim meus sentimentos, minhas vontades, minha necessidade de ser ouvida,  achei que se eu não fosse o que as pessoas querem que eu seja eu não seria aceita. Escondi de mim mesma quem eu era, ou pelo menos tentei. Sabe aquele papo de 8 ou 80, sempre fui assim, expansiva, nunca gostei de coisas pela metade, mas passei mais da metade da vida consentindo com as pessoas ao meu redor para agradá-las, ou seja, fui metade de mim o tempo todo com a maioria. Nunca deixei que se aproximassem de mim o suficiente para que eu fosse inteira, pelo menos eu achava que não
.Minha mãe sem falou que a verdade, por mais que seja difícil de ouvir, é sempre o melhor caminho. Com isso eu nunca aprendi a mentir, toda vez que eu tento fica escancarado na minha cara: as bochechas ficam vermelhas e o olhar desvia. Então, nunca aprendi com a vida quão grave é mentir, mas eu aprendi como é fácil omitir. 
Pode parecer errado o que vou falar, mas quando se mente a verdade é terceirizada, cria-se de fato a ilusão de qualquer culpa que se venha com a verdade se pode esquecer. Criar uma história, se livrar da culpa, terceirizar a verdade é um processo trabalhoso. Já omitir é simples, basta calar-se, porém o peso da verdade é muito maior do qualquer mentira que se possa contar.
 Com a omissão você tem que conviver com a realidade todos os dias, a todo momento, omitir é se enganar, sem terceiros, com todos os seu medos te olhando nos olhos. Aprendi que minha mãe sempre teve razão, que a verdade sempre vai ser o melhor caminho,  quando se encara ela, sem se enganar.  


 Depois que a dor passa, a vida fica mais leve. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Obrigada

Em 2011 vi pela primeira vez Clube da Luta, no filme o Tyler (Brad Pitt *-*)  fala que somos livres apenas depois de perdemos tudo, na época não entendi muito bem, mas desde o ano passado eu entendi bem o que ele quis dizer com isso.


Não que eu tenha perdido grande coisa na vida, não aconteceu nenhuma tragédia muito grande. O que aconteceu comigo foi o que eu simplesmente finalmente perdi o controle sobre os meus sentimentos. Você ta se perguntando," como assim sua doida? ", explico: 
Eu, desde sempre, fui muito controladora comigo mesma, nunca deixei que os sentimentos tomassem conta de mim, na verdade eu evitava ao máximo. Na adolescência eu nunca entendi porque casais da minha idade "morriam de amor" e quando terminavam seus relacionamentos achavam que aquilo era o fim do mundo. 
Passei essa fase, com teoricamente dois namorados (um de cada vez, óbvio): um real e um virtual. O real durou exatamente 1 mês e 18 dias, quando a gente completou um mês de namoro chegou um buquê com rosas vermelhas aqui em casa, assustei, fiquei com medo, fui para uberbara, quando voltei terminei, por medo daquele sentimento todo que ele dizia ter por mim. O virtual, chegou a durar um ano, hoje eu tenho certeza que eu realmente gostava dele, só que mais uma vez, por medo eu terminei. Não vem ao caso eu contar o que aconteceu, mas eu inventei uma desculpa para mim mesma e para ele, coloquei um ponto final nessa história.


Aposto que você ta ai se perguntando que o Clube da Luta e chegar ao fim do poço tem relação com a minha vida amorosa não bem sucedida, calma que to chegando lá. 
Com 17 anos entrei na Universidade e fiz o processo contrário de todo mundo, comecei a namorar e namorei até concluir o curso. Agora que o Tyler entra na história, o namoro foi um namoro iô-iô, em quase 5 anos, foram pelo menos 4 términos, pelo mesmo motivo que terminei os outros dois namoros, medo. Porém com tantas idas e vindas, descobri uma coisa, eu dependia dele emocionalmente, não chegou a ser algo patológico, mas a dependência existia. Era difícil demais para mim assumir que eu ficava com ele não por amor, mas porque eu tinha uma ligação emocional forte. 
Essa ligação foi rompida, quando ele teve a coragem de fazer aquilo que eu tentei fazer por mais de um ano e não conseguia, seguir em frente. E por isso o titulo da postagem, eu  sou imensamente grata a ele por ter feito isso.  Há mais ou menos um ano, eu estava surtando por achar que tinha perdido o amor da minha vida e hoje eu sei que eu apenas perdi o controle da situação, se eu não tivesse me perdido eu não estaria livre hoje.


Foi difícil me ver livre, foi difícil ver que sofrer não mata, foi difícil aceitar que os adolescentes da minha época estavam certo ao se jogar em seus relacionamentos. Foi difícil me encontrar e encarar de frente a pessoa que passei anos tentando esconder por medo de sentir. Nesse tempo que passou desde que isso aconteceu, conheci outros caras, alguns bem legais, outros bem idiotas, mas nenhum "deu certo". 
Se você me perguntar o que tipo de cara que eu procuro hoje em dia, por mais estranho que possa parecer, eu quero alguém que me provoque o medo. Medo de me encarar, medo de seguir adiante e me libertar novamente, mas dessa vez para me fazer livre o suficiente para ter um relacionamento. 




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Olá.

Olá, tudo bem? 
Eu vou muito bem, obrigada. 
Não sei se você me conhece então irei me apresentar, minha mãe sempre me ensinou que quando vamos conhecer alguém temos que passar uma boa impressão, porque mudá-la depois fica complicado. Embora eu discorde um pouco disso, eu sou uma pessoa de segundas e quem sabe até de terceira impressões. Só que se o santo não bater, meu amigo, você pode chegar com o CD do Led Zeppelin que ta faltando na minha coleção, falar sobre física quântica, me chamar para ver Clube da Luta ou uma maratona de Sons Of Anarchy, que nada vai adiantar. Fazer o que, sou assim mesmo, meio 8 ou 80, meios termos me incomodam.
Faz mais de um mês que eu resolvi voltar a escrever, mas não tive coragem de fazer isso antes. Acho que me prendi ao meu velho comodismo de deixar as coisas como estão para, como diria Seu Jaminho, evitar a fadiga. Não afadiga de ver as pessoas lendo o que eu penso, ou de darem opinião, se é que alguém vá dar opinião, mas para evitar a fadiga de lidar  com meus próprios pensamentos. Eu sei, é confuso, mas sou assim meio confusa. 
Só sei que falei, falei e não me apresentei, sou a Patrícia, mais conhecida pelos ~ intímos~ como Patty, sou professora de Química (eu sei que você leu isso e pensou: "Nossa é doida, eu não gostava de química no ensino médio"), tenho 23 anos, cabelos cacheados e vermelhos, me amarro num batom vermelho. Já escrevia antes, até tenho outro blog que ta largado as moscas, pensei em voltar a escrever nele, mas quando li não reconheci a pessoa que estava por trás do texto. Me senti na quinta série, quando a professora mandava analisar o que o "eu lirico " quis dizer e nunca sabia o que comentar sobre aquilo. Bem, mas se você quiser ler os mais de 100 post publicados lá, é só clicar aqui e ser feliz (ou não).
Enfim, seja bem-vindo, a porta estará sempre aberta.