terça-feira, 26 de maio de 2015

Carta para Pedro.

Oi, Pedro, tudo bem?
Com a titia Patty, vai tudo ótimo. Eu sei que você ainda ta quietinho na barriga da sua mamãe, ta se preparando para vir ao mundo, mas é que a titia ta tão ansiosa que não aguentou esperar esses dias que faltam e resolveu escrever para você.
Sabe, meu amor, a tia Patty, ama você desde quando sua mãe me falou que estava grávida. Confesso que deu um pouquinho de medo no começo, porque eu me preocupei com o que poderiam falar para a sua mãe e para seu pai, mas ele passou rapidinho porque existem muitas pessoas que amam vocês três e amaram no instante em que tudo se confirmou. Pode ter certeza que quando você sair aqui de fora, vão ter muitas, muitas pessoas que te amam mesmo!
Ah! Não sei se você já sabe, mas eu sou irmã da sua mãe, não irmã de sangue, mas irmã de alma. Eu e sua mãe nos conhecemos há quase 24 anos, crescemos juntas, brigamos muiiiito quando éramos criança, rimos muito, choramos juntas e até moramos juntas. Nós acompanhamos a vida uma da outra desde sempre, não por sermos primas, mas porque nós realmente nos amamos de verdade. Olha, Pedro, foram dias e dias de sono perdido só para contar as fofocas da vida.  
O seu pai, eu conheci na igreja ai em Uberaba, uma vez a nós viajamos para Morrinhos e eu quase matei ele, porque não me deixou dormir.  É Pedro, seu pai já me irritou muito, mas eu amo ele. Eu juro, tá?
Mas o que eu queria mesmo te falar é que quando você nascer, a titia vai te paparicar muito, tanto que eu acho que sua mãe vai me dar umas broncas. Além disso, eu prometo estar sempre por perto, te apoiando em cada momento da sua vida. O mundo aqui de fora não é fácil, você vai passar por muitas  coisas boas, mas as  existirão dificuldades, irão ter dias felizes e tristes, vai ter escola, pessoas chatas, pessoas legais. Só que eu garanto que você vai tirar tudo isso de letra, porque vai ter muito carinho e amor. Quero que você se lembre sempre disso, que não há nada na vida que não seja superado com amor e que não há momentos bons sem a presença dele também. Você pode até não ver, mas ele vai estar lá, mesmo que seja no menor gesto possível sempre haverá amor.


Amo você, 
Titia Patty <3 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Manuel..

".. e essa semana fez  cinco anos e até hoje não me acostumei com essa ausência tão grande. Quando me falaram que as pessoas eram insubstituíveis eu quis questionar, eu quis acreditar que todo vazio poderia ser preenchido em algum momento. Eu quis acreditar que a presença física poderia ser suprida a todo momento por lembranças, mas nem sempre é assim. Sinto falta do sorriso, do olhar, do tocar, das palavras, sinto falta de criar novas histórias ao teu lado. Eu sei que o tempo curou a dor, que levou as lágrimas, acalmou o coração, mas nuca irá apagar o significado e esse sentimento de amor simples do apenas querer o bem de quando estava por perto.  É confuso, eu sei, mas espero que onde quer que você esteja, que ainda continue rindo, continue olhando por todos que te amaram, que eu estarei aqui lembrando do olhar sincero. 
Enquanto isso continuarei ouvindo CDs nunca escutados, lendo os livros pelas metades, sentido a presença das ausências e tentando preencher todo o vazio com as melhores lembranças que você me deixou. 

Eu sempre vou te amar, por toda minha vida.
Com carinho,
Patrícia"


"O amor profundo, o amor que salva"

domingo, 19 de abril de 2015

Na cozinha.

" - Patty, segura! - Disse, o Rodrigo e jogou a massa de pão nela.
- Poxa, Rold! Olha isso, eu to de roupa preta! 
Todos que estavam ali com eles riram, pois tinha farinha da cabeça aos pés da Patty. "

Seria uma história completamente boba senão houvesse acontecido há, exatos, dois anos. Seria apenas mais uma história senão fosse um dia tão importante. Seria só um pão, senão houvesse tantas saudades e lembranças. Tem dias que a vontade é de voltar no tempo, voltar as escadarias, voltar ai estacionamento, ir no cinema, andar até a biblioteca, entrar em uma cozinha e fazer tudo que a criatividade permite. É  impossível não sentir falta de cada pedaço de mim que foi construído ali. Não há como negar que todos que passaram na minha vida nesses quatro anos e meio, fizeram de mim uma pessoa melhor.


"No meio a todas aquelas risadas, histórias e conversas, Patty prometeu para si que não importaria o que acontecesse a partir daquele dia, que ela amaria e nunca esqueceria todos que estavam naquela cozinha."

quinta-feira, 9 de abril de 2015

... que hoje eu passei batom vermelho.

Uma vez vi em um filme que não a nada mais cruel do que passar pela escola, lá as crianças e adolescentes podem ser cruéis. Eu poderia dizer que isso é um absurdo, que bullying é algo que não acontece e que as "zueiras" nessa fase da vida não influenciam em quem nos tornamos quando nos tornamos adultos. Eu até acreditaria que isso é verdade se não tivesse acontecido comigo. 
Agora quem me conhece a menos tempo ou quem não me conhece tão bem assim, deve estar com um ponto de interrogação na mente "COMO ASSIM PATTY? VOCÊ SOFREU BULLYING? MAS VOCÊ É TÃO COMUNICATIVA, TEM AMIGOS, ISSO NÃO TEVE EFEITO NENHUM SOBRE VOCÊ MIGA". Agora vem com a tia, que ela vai contar o que aconteceu. 

Senta que lá vem história


Eu estava na sétima série, tinha de 12 para 13 anos e na escola onde eu estudava haviam dois meninos que pegavam no meu pé, por conta do meu cabelo e porque eu era a famosa "nerd". Sim, eu sofria bullying por ter cabelo enrolado e por ser inteligente. Todos os dias eles passavam por mim e falavam que eu era uma nerd feia, que eu era isso, aquilo, filha do Valderrama e outras coisas que minha memória fez questão de esquecer. Esse jeito de me tratarem me incomodava muito, reclamei para diretora da escola umas 5 vezes, até que um dia os anjos vieram me atormentar de forma gratuita e eu bati em um deles. Sim, ~com o perdão da palavra~ enfiei a mão na cara do menino, ele era tão branco que ficou a marca dos meus cinco dedos no rosto dele. Depois desse dia o Bullying acabou, nunca mais mexeram comigo.

Papai e eu. Não, pera.

Ah, Patty, mas ai acabou o bullying e a vida seguiu normal, não é? 
Não, miga, a vida não seguiu normal. Quer dizer, ela seguiu normal, eu que não segui. Até eu entrar na universidade a vida foi um caos interno, eu tinha mil amigos homens, escutava metal e não me abria com ninguém. Até ai, nada de errado, porém se alguém falasse que me achava bonita eu tinha certeza que pessoa estava mentido para mim. Eu achava que era impossível alguém gostar de mim pela minha aparência, então tentava chamar atenção pelo meu 'intelecto' e me diferenciava de todas as outras meninas que conviviam comigo pelo meu gosto musical e modo de me vestir. Só que com isso desenvolvi uma "mente brilhante" e uma auto-estima inexistente
.  
Alô 15 anos, tr00 from hell, com essa cara de má.

Eu me anulei para vida e para as possibilidades que eu tinha na minha frente, tive alguns rolos, até um namorado nessa fase, mas eu nunca acreditei que era de verdade. Por que? Porque eu não acreditava em mim.
Mas, miga, quando isso mudou? 
Isso começou a mudar depois que entrei na universidade, onde eu conheci pessoas maravilhosas e pessoas que não faziam parte desse passado. Já falei em outra postagem, eu comecei a namorar assim que entrei na faculdade e assim foi até o fim. Parte desse tempo de namoro, quando ele falava que eu era linda eu realmente não acreditava. Era impossível eu achar que as pessoas me achassem bonita, na minha cabeça isso nunca aconteceria. Eram resquícios de uma pré-adolescência conturbada pelo bullying. Com o passar do tempo, comecei a me cuidar mais, mais especificamente a partir do momento em que passei um batom vermelho a primeira vez. É o batom foi fundamental na minha vida, me descobri mulher, me descobri bonita a primeira vez. Eu tinha 19 anos nessa época.

 
Vemk, mebeja

AH! Agora sim seus traumas acabaram e você é uma pessoa que se acha linda hoje em dia, né Patty?Éééééééééé não! Explico melhor, quase 5 anos depois de passar o primeiro batom vermelho, eu realmente comecei a me gostar. Mas nunca me encaixei nos padrões de beleza de revista, sempre fui acima do peso, meu cabelo não é aquele liso escorrido (nunca fiz alisamento nele), uso óculos. Isso em algum momento da minha vida realmente me incomodou, sempre tem alguém para te criticar e falar que você pode ser melhor. "Ah, porque você não alisa o cabelo, vai ficar tão bonita" "Ah como você fica diferente sem óculos, usa lente" "Porque não entra na academia, seu rosto é tão bonito, magrinha não vai ter quem resista". AMIGOS PAREM COM ISSO! 

Tudo dentro das normas. Só que não.

Que revolta é essa, Patty?
Não, gente não é revolta. Mentira é sim, eu só não quero ter que passar aos 23 anos (quase 24) o que passei aos 13. Ao invés de ter dois muleques chatos falando que sou feia, agora tenho sites, blogs, revistas, programas de tv, grupos no facebook mostrando como devo me portar. E isso vale tanto para os padrões das passarelas/academia, quanto para quem defende a beleza natural e a aceitação. SIM, vale para os dois lados, a pessoa nunca pode ser o meio termo, ou querer estar lá, senão ela é sem opinião. Explico melhor, se você não é fitness te julgam como a sedentária, gorda, com preguiça de se cuidar. Se você é gorda e que emagrecer, te julgam como se você não se aceitasse. Ou seja, estamos vivendo em um cabo de guerra da beleza.  

É meu! Não é meu! VEMK COMIGO


AH! Então você é a favor de ficar no chove não molha?
Não é isso, eu sou a favor do bom senso. Se a pessoa é gorda e quer emagrecer, deixe ela emagrecer. Se ela quer continuar gorda, deixe ela continuar gorda. Se ela tem o cabelo cacheado e quer deixar ele liso, que o cabelo fiquei liso. Se ela quer andar com ele cacheado, que fique cacheado. O que estou tentando colocar em questão, é que a pessoa tem que viver de acordo com que ela acha que faz bem para ela e não de acordo com que os outros pregam por ai.

I BELIEVE I CAN FLY

AH, Patty, mas o que isso tem relação com o bullying que você sofreu?
A relação é bem simples, levei praticamente 10 anos para me libertar e ver que por trás desses óculos e cachos existem uma pessoa bonita. Uma pessoa que é capaz de ser amada e de amar, que tem uma família linda e amigos mais lindos ainda.  Tenho muita dificuldade, ainda, em receber elogios, a diferença é que agora eu acredito quando falam que estou bonita. Eu me visto, arrumo meu cabelo, me maquio ou não, de acordo com o que me faz bem. Por mais que que a menina de 13 anos ainda grite aqui dentro em alguns dias, o que eu faço é não ouvir ela. Porque a Patty de hoje é muito melhor do que ela e a de amanhã vai ser muito melhor que a de hoje. Então você que está lendo ai, só tenho um conselho para te dar, seja unica e exclusivamente quem você é. As pessoas encantam por serem sinceras, a beleza vem com o sorriso e com o bom humor. Se for preciso, liberte-se de você mesmo.

"She
She's figured out
All her doubts were someone else's point of view
Waking up this time
To smash the silence with the brick of self-control"



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Entre a ressaca e o tempo.

"Quando acordou mal podia levantar, seu mundo girava, a cabeça? Ah! Essa parecia que ia explodir. Na noite anterior ela havia bebido tequila e cerveja, uma combinação que, meu amigo, não tem cabeça que aguente no outro dia. Por um segundo quis ter amnésia de um porre de Whisky, mas ela se lembrava de tudo, de cada detalhe, lembrar tinha feito apenas o que teve vontade foi pior ainda. Primeiro não teve orgulho de si: sentiu vontade de sair se explicando para todo mundo, sentiu vontade de consertar aquilo que ela julgou ser errado, mas calou-se sobre tudo aquilo que sentirá. 
O tempo passou, mas não apagou o que ela tinha feito naquele dia. Ela e outras pessoas ainda sabem o que aconteceu, ela apenas não se julga mais e muito menos quer consertar as coisas, pois não há o que ser posto em outro lugar. Descobriu que há duas coisas na vida que resolvem suas dúvidas, uma boa ressaca e o tempo. O que passou, passou. A única consequência que  foi a certeza de que naquele dia ela apenas fez o que quase nunca teve coragem de fazer, ser ela mesma. "

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Séries.

Venho pensando em escrever sobre as séries que vejo e sobre minha relação com elas há um bom tempo, mas antes de começar preciso assumir: Sou viciada. Meu irmão me chama de "aloca das séries". Um amigo brincou esses dias que eu precisava de terapia porque só indiquei séries que tem psicopatas ou pessoas com graves problemas em mentir. Não sou louca e nem preciso de terapia, apenas sou viciada ( [ironia] fui super coerente nesse ultimo comentário [/ironia]).


Bom minha relação com séries começou quando eu era criança, eu acordava todo sábado de manhã para ver Blossom, depois comecei a ver: Malcolm (surtei quando me dei conta que o pai do Malcom era o Walter White), Um Maluco no Pedaço, 3 é demais, Eu, a patroa  e as crianças, As espiãs, The O.C Smallville. Depois da quinta temporada de Smallville (que eu via dublado no SBT) desanimei.
Voltei a ver séries em 2010, quando me indicaram Dexter, ai meu amigo acabou a vida, acabou desanimo, voltou um negócio meio desorientado. Eu vi as 4 temporadas que já tinham passado em uma semana. Sim, uma semana. Foram  48 episódios em uma semana, eu sei isso não se faz, mas eu fiz. Com isso Dexter se tornou minha série preferida, eu esperava ansiosamente as temporadas começarem, eu indicava para todo mundo, comentava, via antes de todo mundo e dava spoiler nos coleguinhas quando me passavam raiva. Comprei os livros, dos quais só o primeiro tem ligação com a série e me frustei MUITO com o final, minha vontade é chegar no diretor e falar " Cara, você tinha tudo para fazer a série mais genial do mundo e acaba com ela assim? WHY? WHYYYY?" 

Minha camiseta do Dexter, que meu primo trouxe lá do Canadá para mim. 
Te amo, João s2

Dexter abriu as portas para o mundo das séries. em seguida comecei a ver True Blood outra decepção, a unica coisa boa do final foi tocarem Tank You do Led Zeppelin  ( uma das músicas mais bonitas desse mundo). Hoje vejo 15 séries que ainda não acabaram, estou terminando 2 que já acabaram e tenho mais 5 estão na lista de indicação.  Vou separar elas aqui por listinhas.

  1. Não veria perto da minha mãe:
a) Game Of Thrones ( Chega logo 12 de abril *-*)
b) Sons Of Anarchy ( Minha nova queridinha que acabou ano passado)
c) Vikings  ( É GENIAL, chega logo dia 19 de Fevereiro)
d) Penny Dreadfull ( Começou ano passado, levei 6 episódios para entender, mas é genial)


     2.  Ala psiquiátrica:

a) Hannibal ( baseada nos livros. Genial é pouco para descrever, atualmente é minha preferida)
b) American Horror Story (Evan Peters, fim não preciso comentar mais nada)
c) Helix ( Vi a primeira temporada semana passada e viciei. Ta aqui porque é uma mistura de Lost com AHS)
d) Bates Motel ( É baseada em Psicose ~ reflitam)



    3. Corre negada, deu ruim:

a) The Walking Dead ( não preciso comentar, né amigos)
b) Under de Dome ( Stephen King, vemk dá um abraço seu gênio) 


   4. Mesma coisa que assumir que eu ouvia Wanessa Camargo (ou seja, vergonha alheia):

a) Glee (já chorei compulsivamente vendo e toda vez que vejo quero viver em um musical)
b) Pretty Little Liars ( É de menina, mas morre mais gente que em GoT)
c) Once Upon a Time ( conto de fada e tals, é bonitinha vai)
d) The Vampire Diaries ( Comecei vendo na Mtv e continuo por motivos de : Ian Somerhalder)


  5. Super amigos, que bom estar contigo... não, pera:

a) Gotham (Série do Batman, sem o Batman)
b) Smallville ( sim, aquela que me desanimou. Voltei a ver, sim estou arrependida, mas vou acabar de ver)
  6. Não se encaixa em nenhuma das anteriores: 

a) True Detective ( Não tenho palavras para descrever como é genial. Quase matei minha prima de susto vendo o ultimo ep) 

Depois dessas listinhas, eu tenho que admitir algumas coisas: 
a) Eu nunca vi uma temporada de Friends, House e The Big Bang Theroy inteiras ( e nem pretendo).
b) Apesar de ter visto muitas séries de comédia quando era criança, hoje em dia eu não gosto. 
c) Eu vi Breaking Bad inteiro e sim é a melhor série do mundo. Todas as vezes que lembro de alguns eps da 5 temporada dá vontade de chorar
d) Eu achava a sound track de BB a melhor do mundo, até começar a ver SOA.
e) Apesar de separar as séries em categoria, eu vejo uma coisa em comum entre todas: A mentira. Mas isso fica para outra postagem.
f) E se me perguntarem qual série eu indico: Eu diria para você ver Vikings, Hannibal e Under The Dome.  Porque, Breaking Bad, Sons Of Anarchy e Game Of thrones são séries que todo mundo deveria ser obrigado a ver.
g) Eu ainda quero ver Arrow, Flash, Agents Of S.H.I.E.L.D, Banshee e Black Sails. 

Pode não parecer, mas eu tenho vida social e trabalho. As séries são um passa tempo e só me dei conta de que estava acompanhando esse tanto de séries quando olhei minha pasta no computador. Então, amiguinho se você quiser conversar sobre séries, eis aqui uma pessoa que gosta. 
Bjs.





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sobre a omissão.

Passei parte da vida omitindo de mim meus sentimentos, minhas vontades, minha necessidade de ser ouvida,  achei que se eu não fosse o que as pessoas querem que eu seja eu não seria aceita. Escondi de mim mesma quem eu era, ou pelo menos tentei. Sabe aquele papo de 8 ou 80, sempre fui assim, expansiva, nunca gostei de coisas pela metade, mas passei mais da metade da vida consentindo com as pessoas ao meu redor para agradá-las, ou seja, fui metade de mim o tempo todo com a maioria. Nunca deixei que se aproximassem de mim o suficiente para que eu fosse inteira, pelo menos eu achava que não
.Minha mãe sem falou que a verdade, por mais que seja difícil de ouvir, é sempre o melhor caminho. Com isso eu nunca aprendi a mentir, toda vez que eu tento fica escancarado na minha cara: as bochechas ficam vermelhas e o olhar desvia. Então, nunca aprendi com a vida quão grave é mentir, mas eu aprendi como é fácil omitir. 
Pode parecer errado o que vou falar, mas quando se mente a verdade é terceirizada, cria-se de fato a ilusão de qualquer culpa que se venha com a verdade se pode esquecer. Criar uma história, se livrar da culpa, terceirizar a verdade é um processo trabalhoso. Já omitir é simples, basta calar-se, porém o peso da verdade é muito maior do qualquer mentira que se possa contar.
 Com a omissão você tem que conviver com a realidade todos os dias, a todo momento, omitir é se enganar, sem terceiros, com todos os seu medos te olhando nos olhos. Aprendi que minha mãe sempre teve razão, que a verdade sempre vai ser o melhor caminho,  quando se encara ela, sem se enganar.  


 Depois que a dor passa, a vida fica mais leve.